Feng Shui na mesa de trabalho, o que olhar no escritório e no home office?

Mesa de trabalho em casa com cadeira de escritório e computador junto à janela

O que mais pesa numa mesa de trabalho é o posicionamento dela, o que existe acima dela e a salubridade do lugar onde ela está. É o ponto do imóvel onde você fica parado mais tempo, todo dia, virado sempre para o mesmo lado. Por isso qualquer coisa que exista ali bate mais em você do que em qualquer pessoa que só passe pelo lugar.

Você senta às nove e levanta às sete. No fim do dia a lista continua quase igual à de manhã. E você não sabe dizer no que o tempo foi. Não foi reunião, não foi telefone. O dia passou.

Para onde a sua cadeira está virada?

Observe o que você vê quando levanta os olhos da tela. E observe o que fica atrás das suas costas.

Trabalhar de costas para a porta é o arranjo mais comum, independente do tamanho do espaço. Na leitura do Feng Shui isso é ficar sem comando do próprio espaço. Está simbolicamente associado a procrastinação e a falta de foco. É sobre passar o dia inteiro sem enxergar a própria entrada.

Isso vale para o posto fixo, que é onde a pessoa senta todo dia no mesmo lugar. Quem circula pelo espaço o tempo todo não entra nessa conta.

O que existe acima da sua mesa?

Olhe para cima antes de olhar para os lados.

Viga aparente sobre a mesa de trabalho é leitura clássica de Feng Shui. Simbolicamente, ela representa um peso sobre quem fica embaixo.

O mesmo raciocínio vale para prateleira carregada e armário suspenso diretamente acima da cadeira.

O que a desordem em volta muda?

Excesso de objeto e papel acumulado na mesa e em volta dela entra na análise. A ligação é com bloqueio criativo. Ambiente desorganizado ocupa a mente de quem está ali dentro.

A mesa cheia costuma ser o sintoma mais fácil de enxergar de algo que quase sempre é maior do que a mesa.

E a parte que não tem nada de simbólico

Existe uma segunda camada e ela é medida.

É a salubridade do lugar. A qualidade do ar, o excesso de ruído, a iluminação e os materiais do acabamento. Prédio fechado com ar condicionado ligado o dia inteiro e sem ventilação natural chega com índice ruim por esse caminho. Quem senta ali oito horas é quem paga.

Isso tem nome oficial. Chama-se síndrome do edifício enfermo, foi definida pela Organização Mundial da Saúde e descreve o prédio em que quem ocupa apresenta sintomas ligados ao tempo que passa ali dentro, sem que se identifique uma doença específica.

E não existe tipo de espaço que seja sempre o pior. Fábrica tem compostos orgânicos voláteis e ruído vindos do próprio processo. Escritório fechado tem o problema por outro caminho.

E quando a mesa é dentro de casa?

Trabalhar de casa mudou o endereço do posto fixo, não mudou o que se avalia.

O que entra na conta é o cômodo de onde você trabalha. Onde a mesa caiu dentro da planta, o que você vê sentado, o que está atrás de você, o que passa por baixo do imóvel e o que existe em volta dele.

Como olhar a sua mesa hoje?

Sente onde você trabalha e responda.

O que está atrás das suas costas, parede, porta, corredor ou janela. O que você enxerga quando levanta os olhos. Se você vê quem entra na sala sem ter que se virar. O que existe acima da sua cabeça. Quanto tempo você fica ali por dia, sem levantar. Se a sala tem janela que abre. E se a coisa começou depois da mudança de sala, de uma reforma ou de uma troca de móveis.

Se você reconheceu vários, o espaço é o lugar para olhar. O que existe ali, em que intensidade e o que cada coisa pede é a análise que responde. Depende da planta e da porta de entrada do seu imóvel, porque é pela porta de entrada que as áreas se distribuem, nunca pelos pontos cardeais. De olho não se sabe.

Perguntas frequentes

Isso vale para quem trabalha em escritório, em loja ou em consultório?

Vale nos três, em galpão e em fábrica também. O que a leitura observa é o posto fixo e o espaço em volta dele, não o ramo.

A minha mesa fica dentro do quarto. Serve igual?

Serve. O que entra na conta é o cômodo de onde você trabalha, com a porta pela qual se entra nele, do mesmo jeito que em qualquer outra sala.

Eu não posso mudar a mesa de lugar, a sala não permite. Adianta olhar?

Adianta. Boa parte do que a análise aponta não depende de mover a mesa. Quando depende, existe mais de um caminho. O que serve para o seu caso sai da análise, não de uma regra geral.

Preciso reformar a sala?

Na esmagadora maioria dos casos, não. O que costuma resolver não envolve obra.

Como sei se quem eu estou contratando entende disso de verdade?

Quem trabalha com isso pede a planta e a orientação do imóvel, analisa, aponta o que está desfavorável e diz o que aquilo pede. Pergunta pela formação profissional, por quanto tempo durou e em qual escola. Depois confere você mesmo se aquela escola existe. Avalie os depoimentos e resultados dos clientes dessa pessoa.

Para ir mais fundo

Se o seu dia passa e a lista fica igual, a análise do ambiente olha o que a sua mesa tem a ver com isso.


Diana Guimarães

Consultora de Feng Shui com formação profissional completa (níveis 1 a 10), Radiestesista e Geobióloga pelo Selo Casa Saudável (Healthy Building Certificate), com base acadêmica pela USP e FGV. Atende há mais de 9 anos, no Brasil e no exterior.

Atualizado em setembro de 2026.

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